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Todos os dias temos a oportunidade de fazer diferente, acabando por fazer tudo igual, todos os dias chego à cama ao fim do dia e penso para mim mesma que foram 24h iguais a tantas outras, em que continuo com os mesmos pensamentos, os mesmos erros, os mesmos medos. Dou por mim a contar os dias de uma vida sem contagem, dou por mim a esperar mais do amanhã do que do hoje, a desejar que o ontem não se repita, dou por mim simplesmente perdida na bagunça que se tornou a minha vida, para a qual não consigo encontrar uma arrumação. Dou por mim mais um dia à procura do caminho para a felicidade quando a felicidade é o caminho, à espera de um sinal em vez de dar o primeiro passo, dou por mim à espera de um futuro mas sem vontade de o escrever, completamente perdida na desarrumação que se tornou a minha mente.
Todos os anos repito a mesma frase " ano novo, vida nova" ano após ano acredito na mudança, mas de que me serve mudar de espaço, mudar fisicamente, quando a desarrumação no meu interior continua igual? A verdade é que deixo-me consumir pelos sentimentos, pelo afecto, pela vontade de ser importante na vida daqueles que me reodeiam, e mesmo acreditando em cada palavra de conforto sinto que não o sou, que não passo de mais um pedra no caminho de outras pessoas, que não passo de um ser, incapaz, incompleto, insatisfeito... Queria poder dizer "eu sei" mas na verdade nada sei quando o assunto sou eu, nada me agrada, nada me cativa e acabo perdida no meio desta confusão que sou eu mesma.
Podemos arrumar tudo à nossa volta que nada disso vai arrumar aquilo que nos destroi, que é o nosso interior. Quero confiar, mas nem em mim confio, preciso de mais, sozinha eu não consigo mais, tentar me encontrar no meio desta confusão, que se instala no meu interior. "CONFIAREI" é a chave para essa felicidade que eu procuro não nas pessoas, não nos bens, não em mim em nada disso está a força que me poderá levar onde eu sonho chegar...
Mas continuo perdida na desarrumação do meu quarto...
S.F.
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