E cá acordei eu, num dia de inverno, num dia verdadeiro de inverno, um dia frio, sem presença de um raio quente de sol, sinto-me como as árvores lá fora, despidas por fora, aparentemente mortas. Que triste é viver sem ti, que dor é procurar o teu abraço noutros abraços, estou desesperada pela tua presença. Acordo sozinha, num quarto escuro, numa manha fria, querendo apenas o teu abraço, quererei o impossível?
Se tiveres de culpar alguém, que culpes os meus ouvidos, culpa o meu sistema auditivo de não ter passado bem a mensagem ao cérebro, ao meu órgão cardiovascular que cada vez que o assunto és tu, sofre de arritmia, sofre palpitações a dobrar, mas repito, culpa os meus ouvidos, por terem ficados surdos na parte do "não" da frase "não vamos ficar juntos". O destino sussurrou-me muitas vezes para procurar outro destino, e o que fiz? Aumentei a velocidade até ti, ate te perder, até ficar sem ti.
Queria não te amar, mas sempre que penso em te odiar, acabo por te amar mais, desculpa.
Maior tormenta não podia ter, se não ver-te todos os dias que saio á rua, vejo um pouco de ti por todos os lados que passo, todos os caminhos me fazem lembrar de ti... Que tristeza viver uma cidade tão pequena, que todas as estradas vão dar ás estrelas, e eu sigo em versão de marcha até ti.
Sabes quanto doí? Sabes como esta o meu coração? Consegues perceber o sofrimento que me deste?
Já passaram meses e o que sinto não mudou, continuo amar-te duramente, sinto o coração gelado mas quente por ti.
É verdade toda a humanidade tem o primeiro amor, a primeira desilusão... Mas ninguém me contou a dor que é amar alguém que não nos ama, ninguém me disse que doí.
Quero esquecer-te a acabo por te lembrar.. Espero que estejas bem, porque eu não estou.
A.L
Sem comentários:
Enviar um comentário