E lá estávamos nos, no nosso lugar, no nosso aconchego, longe de todos, apenas eu e tu. Poderíamos fazer qualquer coisa juntos, ninguém nos iria interromper. Mas preferimos ficar abraçados um ao outro, eu com a cabeça deitada no teu peito, a massajar a tua mão, e tu, e tu abraçado a mim com as mãos na minha cintura, esse teu toque..
Estávamos perfeitamente encaixados, tínhamos todo o tempo do mundo para continuar assim, para eu escutar o teu batimento cardíaco e tu ouvires o meu "amo-te" silencioso.
Agora mexias-me no cabelo, e eu sei que cada toque significa um "amo-te"
Pediste-me um beijo, desculpa ter negado, não foi por ti, nem por mim, foi por nos, está chegar o tempo em que nos separamos, e prefiro guardar em mim o teu abraço, o teu cheiro, o teu toque, a tua voz, o teu carinho, porque beijos eu sei que iremos dar, mesmo depois de nos afastarmos.
E lá estava eu deitada, adormecida no teu braço, e num instante acordo, todo o meu corpo acorda, fiquei paralisada, esqueço de abrir os meus olhos, estavas tu, a meter o meu cabelo atrás da orelha para de seguida juntares os teus lábios aos meus, tremi quando percebi o que estávamos a fazer, e foi ai que entrelaçamos a língua, a tua mão deslizou por todo o meu corpo, como gelo, por onde passavas arrepiavas-me, estava a ferver por dentro, mas tão gelada por fora.
Estávamos em plena sintonia, estávamos preenchidos, olhei nos teus olhos disseram que me amavas, olhei mais fundo e vi a galáxia, vi o universo, vi todos os segredos desvendados, vi a lua.
Talvez tudo o que senti não passe de uma ação, um toque, mas quando o corpo se conecta á mente, vai-se mais longe, descobre-se novos lugares. Quero voltar, repetimos?
A.L.
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