domingo, 30 de agosto de 2015

Com todo o amor que uma Tia pode dar a uma Sobrinha

E lá estavas tu, tão pequena, tão inocente, tão delicada, tão meiga, tão linda. Estavas a dormir num sono tão profundo, mal te vi, sorri, mal olhei para ti, amei-te, já antes do primeiro segundo que te olhei, já desejava a eternidade contigo. Quando te peguei ao colo senti que já te conhecia á milhões de anos, mesmo teres acabado de nascer á horas, mesmo eu ainda só tenha vivido uma década e uns poucos anos. Quando te senti nos meus braços, senti que segurava o mundo, senti que ninguém te faria mal enquanto estavas pousada, adormecida, ao meu colo. 
A tua mão tão pequena, mas com a força de um meteorito, agarrada ao meu dedo, transportou tantas energias, transportou milhares de sentimentos positivos, delirantes, alucinantes, impensáveis. 
Quando te olhava enquanto estavas adormecida, sorrias no meio dos teus sonhos, e eu chorava, caia uma lágrima, não te tristeza, mas de alegria, de poder encontrar no teu sorriso um oceano de felicidade, um mar de razões para ser feliz.
És tão pequena e tão grande ao mesmo tempo, és uma das minhas sabes? Estas a mais neste mundo, eu sinto, eu sinto que vieste a este mundo de passagem, que o teu destino é muito melhor e maior. Minha menina prometes ser uma guerreira? Prometes ultrapassar seja lá o que tiveres que ultrapassar com um sorriso? Ainda não tens dentes, mas quando os tiveres, o teu sorriso vai ser mais que perfeito, e mesmo ainda sem dentinhos consegues destruir muros e amarras, és rainha do teu mundo. És fantástica. Obrigada por na tua inocência fazeres o meu sorriso aparecer, obrigada por existires. Com todo o amor que uma Tia pode dar a uma Sobrinha. Amo-te. 


    A.L.

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