quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Aceitas-me de volta no mundo que construímos?

Complicado quando não te falta nada mas te falta tudo, complicado ver que não consigo seguir em frente sem olhar para trás, complicado carregar o passado tão presente com medo de voltar a trás... Falta tanto e ao mesmo tempo não falta nada, como se o tempo pudesse apagar uma coisa assim, mas será que pode? Não aguento mais este vazio que não desaparece, esta dor que me consome como se tudo estivesse perdido, este sentimento de culpa por tudo estar assim e por nada estar assim, sinto que a vida me escapou por entre os dedos e que a culpa foi minha, e haverá maior sentimento de culpa do que de matar? Sim eu matei está relação aos poucos, matei com erros, com fraqueza, com indecisões, matei está relação quando o que eu mais queria era fazê-la viver... Como reviver algo morto, ou estará apenas em como, ou apenas apagou por um largo e indeterminado tempo? Como posso saber se ainda há vida para além da morte se nunca tinha morrido, como posso saber como voltar se nunca tinha partido... A morte nos consome todas as energias, mas eu ainda tenho um restinho que me faz sonhar contigo, que me faz acreditar em ti, em nós, mesmo acreditando que alguém te quer manter na morte eu quero te trazer de volta, quero me trazer de volta, quero renascer ao teu lado novamente como renasci no primeiro momento em que te vi...quem não acredita em amor à primeira vista de certeza nunca te olhou nos olhos, e eu olhei e me perdi e continuo perdida à espera que me venham encontrar, mas voltaria a olhar novamente nos teus olhos, não mudaria esse momento por nada, talvez mudasse algumas escolhas e optaria por seres sempre tu, não só agora que pode ser tarde de mais... Sei que te magoa tudo o que já fiz de errado e que é impossível corrigir os erros, mas também sei que poderia fazer diferente agora, uma nova oportunidade, mas seria pedir de mais? Perder esta batalha é nunca voltar à vida, sempre acreditei que a morte contigo do meu lado seria fácil mas não está a ser quero voltar à vida, aceitas-me de volta no mundo que construímos?

S.F.

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